Neurociência e Educação: como essas áreas dialogam

Profissional segurando raio-x do cérebro humano, em referência à Neurociência e Educação

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É possével que Neurociência e Educação, campos distintos do conhecimento, possam convergir? Descubra neste artigo.

Como nosso cérebro funciona? O que faz nos faz realizar certas ações, guardarfui uma lembrança ou definir gostos e interesses? Você já parou para pensar nessas questões?

É nesses tópicos que a Neurociência transita em seus estudos. Afinal, o conhecimento de nosso sistema nervoso e o que o constitui é a peça-chave para responder esses questionamentos.

Assista ao trecho de aula de Facundo Manes, neurocientista e fundador da Fundação INECO para pesquisa em Neurociências.

Porém, antes de fazer qualquer coisa, precisa-se aprender como fazer.

A Neurociência, juntamente com a Educação, promove diversas estratégias e estudos que propiciam uma melhor aprendizagem.

Assim, quando lemos um texto, o que faz com que a informação obtida seja transformada em conhecimento?

Naturalmente, pensamos que há uma parte exclusiva do cérebro para o funcionamento dessa habilidade. Ou seja, à aprendizagem. Mas não é tão simples assim.

Afinal, como Educação dialoga com a Neurociência? Neste artigo, entenda como responder os questionamentos iniciais, entre outros aspectos dessa relação.

O que é neurociência?

Antes de tudo, é importante entender melhor esse conceito. Portanto, a Neurociência é uma área do conhecimento que estuda o sistema nervoso e suas funcionalidades.

Os três elementos que norteiam esse estudo são o cérebro, os nervos periféricos e a medula espinhal. Cada um faz parte do sistema nervoso do corpo humano, sendo responsável por coordenar atividades voluntárias ou involuntárias.

Dessa forma, seu objetivo é revelar estruturas, processos de desenvolvimento e alterações que possam ocorrer ao longo da vida.

Leia também o artigo O que é Neurociência.

Em suma, por meio desse campo, obtém-se a possibilidade de compreensão dos mecanismos das emoções, pensamentos e ações. Além disso, detecta-se doenças, aprendizado, esquecimento, sonhos e imaginação, bem como fenômenos que nos definem e constituem.

Do mesmo modo, ela explica os fenômenos da mente.

Por isso, tornou-se aliada de estudiosos em Educação. Isso porque identificaram que se pode estabelecer técnicas de aprendizagem mais eficazes e duradouras.

Como Neurociência e Educação se relacionam?

Apesar de cada uma dessas áreas ter seu campo de estudo, juntas podem auxiliar em estudos que buscam entender o processo de funcionamento da mente humana.

O cérebro é o responsável pela forma como as informações são processadas e armazenadas, bem como transformá-las em conhecimento.

A Neurociência vem auxiliando cada vez mais os educadores nesse processo. Ou seja, entendendo como o cérebro se comporta quando entra em contato com novidades.

Esse é um processo comum no ambiente escolar, mas que não tinha muitas informações que pudessem ajudar a explicá-lo.

Com ela, educadores passaram a identificar como o cérebro processa estes novos dados e de que forma os transforma em aprendizado. Assim, a partir de processos biológicos por trás dessa ação, define-se como a neurociência caminha junto da educação.

Atualmente, processos de ensino podem ser mais eficientes e eficazes se aproveitarem insights valiosos da Neurociência.

Veja a entrevista de Andy Hargreaves, uma das maiores referências em Educação Transformadora do mundo.

Como essas técnicas podem ser utilizadas em sala de aula

Nos cursos da área de Educação, diz-se que o aprendizado é guiado pela forma na qual o conteúdo é transmitido. Ou seja, as estratégias e abordagens que os professores escolhem contribuem para absorção de conhecimento pelo aluno.

Assim, a Educação está em constante diálogo com áreas da Psicologia e da Biologia, como a Neurociência, visto que o entendimento dos processos mentais ajuda na obtenção de conhecimento. Isto é, leva à construção de uma melhor abordagem de ensino.

Primeiramente, o aprendizado se dá por meio de atividades de repetição de conteúdos para assimilar o que está sendo ensinado. Essa abordagem está baseada em estudos da Neurociência. Quanto mais entramos em contato com uma informação, mais suscetível nosso cérebro estará em contê-la. L

Além disso, pesquisadores defendem que a memória é como um músculo: sempre deve-se estimulá-lo para que ele não atrofie. Ler e praticar é uma forma de exercício mental.

Porém, de nada adianta se o conhecimento passado não for compreensível ao aluno e não dialogar com seu contexto. Portanto, deve-se adaptar os conteúdos às realidades dos alunos.

Uma outra forma de aprendizado se dá por meio de sistema de recompensa. Quando um aluno faz algo certo, como responder corretamente uma questão, dá-se uma recompensa. Porque é uma forma de estimulá-lo.

No entanto, deve-se tomar nota que as diversas abordagens apontadas aqui fazem parte de diversas linhas de pesquisa providas pelos estudos das atividades mentais. Entre elas, Behaviorismo, Gerativismo e Socioculturalismo.

Como ser um especialista em Neurociência e Educação

Entender a relação entre Neurociência e Educação é fundamental para tornar os processos de aprendizagem, de crianças, jovens e adultos, mais produtivos. Afinal, se o mundo muda constantemente, os métodos de ensino precisam acompanhar essas transformações.

Além disso, é entender como as áreas se interligam é começar a refletir como o conhecimento de um interdepende do conhecimento do outro.

Por isso, ser um especialista no tema é um diferencial competitivo importante no mercado do presente e do futuro. Torne-se especialista no PUCRS Online com a pós-graduação em Neurociências, Educação e Desenvolvimento Infantil.

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