Música: impactos no cérebro

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Em tempos de pandemia, em que o distanciamento social se faz cada vez mais necessário para o combate do Coronavírus, a música é um recurso valioso no enfrentamento do estresse causado pelo cenário de incertezas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as manifestações artísticas e culturais influenciam significativamente na saúde física e mental das pessoas.

Mas como se manter conectado à arte e à cultura sem sair de casa?

Uma das manifestações artísticas que maior contribuí para o desenvolvimento humano é a música. Inclusive, muitas pessoas desconhecem os efeitos da musicalidade no cérebro.

Mas não podemos esquecer que ela tem funções além de entretenimento, somando efeitos terapêuticos, por exemplo.

Hospitais e unidades de saúde pelo Brasil aderiram ao uso de música para auxiliar no tratamento de pacientes internados com COVID-19. Assim, a musicoterapia busca melhorar o humor e reduzir a ansiedade, além de promover relaxamento e bem-estar aos pacientes.

Atualmente, neurocientistas também investigam a música como ferramenta de intervenção em diferentes alterações neurológicas como autismo e dislexia.

Leia também o artigo “Neurociência e Educação: como essas áreas dialogam”.

Impactos da música no cérebro

Ao ouvir música, diferentes áreas do cérebro humano são afetadas, como o hipotálamo. Sua função é garantir o equilíbrio da temperatura corporal, bem como atuar na coordenação entre os sistemas nervoso e endócrino. Ou seja, regula a vontade de comer, o sono e o estado de ânimo, entre outras funções.

Outra região afetada é o tálamo, responsável por interpretar as informações dos sentidos. Sendo assim, ativa o principal local de armazenamento temporário da memória, principalmente a de longo prazo, e regiões associadas às funções cognitivas.

Além disso, as músicas estimulam quatro neurotransmissores: a dopamina, endorfina, ocitocina e serotonina. O quarteto é responsável pela sensação de satisfação, felicidade, relaxamento e bem-estar que sentimos ao realizar essa e outras atividades.

Também é importante destacar que a música pode equilibrar batimentos cardíacos e respiração, sendo bastante usada no controle do estresse. Tudo depende do ritmo musical escolhido.

Até o momento, deparamo-nos com a perspectiva da Neurociência. Mas a Psicologia também é uma das áreas que investiga os impactos da música no comportamento humano.

Nesse sentido, a PhD e chefe do departamento de Ensino e Aprendizagem musical da Universidade do Sul da Califórnia, Beatriz Ilari, identificou que a música exerce papel fundamental nas relaçoes interpessoais. Conforme seu artigo Music, social behavior and interpersonal relationships, a música contribui à preservação e à evolução da espécie humana.

Música: aliada ou inimiga dos profissionais

As opiniões se dividem quando o assunto é ouvir música durante o horário de trabalho. Algumas pessoas defendem que ela ajuda na concentração, enquanto outras preferem o silêncio para manter o foco.

Mas os neuropsicólogos do Mindlab Internacional descobriram que nove a cada 10 colaboradores produzem resultados mais consistentes quando estão ouvindo música em comparação a quando trabalham em silêncio. Entretanto, para ela ser uma aliada e não inimiga, é imprescindível diversificar os tipos de música de acordo com a atividade a ser realizada.

De acordo com o levantamento do Mindlab Internacional, ouvir música clássica melhora a performance do trabalho para 12% dos colaboradores, enquanto o Pop reduz a incidência de erros para 14% deles.

Mas como escolher a música adequada? Tudo vai depender da tarefa a ser desempenhada e, principalmente, se você prefere ouvir canções enquanto trabalha.

Alguns profissionais relatam que preferem ouvir músicas instrumentais quando precisam de concentração e atenção plena, e para atividades repetitivas optam por canções mais agitadas.

Aliás, a plataforma de streaming de música, podcast e vídeo Spotify desenvolveu playlists para profissionais que preferem se concentrar com uma boa canção. Deep Focus, Clássico para o Trabalho e Intense Studying, por exemplo.

Conclusão

Como vimos, a música se relaciona com funções cerebrais de percepção, ação, cognição, emoção, aprendizado e memória. Mostrando-se um recurso importante em diferentes aspectos na vida pessoal e profissional.

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