Jornada do Herói e Coletiva: saiba a diferença

Jornada-do-Heroi-e-jornada-coletiva-pucrs-online

Está sem tempo de ler agora? Que tal ouvir o artigo? Experimente dar o play abaixo ou fazer o download para ouvir offline:

As estruturas de narrativa, denominadas Jornada do Heroi e Jornada Coletiva, são o principal foco deste artigo. Então, aqui, você conhecerá mais a respeito desses dois termos e de que forma se diferenciam entre si.

Aliás, a partir de suas apresentações, compreenderá porque o storytelling no qual um personagem era o protagonista de desafios, transformações pessoais e conquistas, e, em geral, livre de erros não funciona mais.

Em outras palavras, esse tipo de narrativa não supre mais as necessidades de identificação do público, conforme o CEO da Starlight Runner Entretainment, Jeff Gomez.

Executivo que contribuiu para projetos de Coca-Cola e Microsoft, bem como dos filmes Avatar e Piratas do Caribe, acredita em uma outra abordagem. Dessa forma, defende narrativas que coloquem o público como parte da história ao invés de simples espectadores delas.

Em resumo, a Jornada do Heroi diz respeito a um único personagem como protagonista, enquanto a outra propõem uma experiência coletiva.

Passo a passo da Jornada do Heroi

1. O Herói é movido pelo conflito e, se a violência não for explícita, será implícita.

2. O Herói é pautado pelo impulso masculino, e reforça padrões de violência, agressividade e senso de assertividade. A comunidade é passiva e reforça o status quo.

3. A narrativa é linear e tem um começo, meio e fim, com um caminho já pensado para que tudo se encaixe perfeitamente no final.

4. Sendo a personificação de grandes problemas do mundo, o vilão é favorecido ao invés de ocorrer uma mudança sistêmica. Quando o mau é derrotado, tudo volta a ficar perfeito no universo do Herói.

5. Existe o estereótipo de bom e mau. Assim, personagens são polarizados em herois ou vilões, e os conflitos são simplificados.

6. A figura feminina é sedutora, inocente ou uma deusa. Principalmente em narrativas populares, os papéis femininos são extremamente rasos.

7. A narrativa não abraça tecnologia. Aliás, uma estratégia dos roteiristas para que o conflito, no qual o Heroi está envolvido, evolua. Do contrário, seria resolvido rapidamente.

8. A narrativa é construída com base na escassez de conhecimento, bem como é exclusivo a um personagem. Isso se torna importante à história e ao conflito.

9. Celebração do poder heroico, em que o personagem é glorificado por ter salvado aos outros ou vencido.

10. No final das contas, o Herói perde, porque não é mais um membro comum de uma comunidade. Por isso, nunca mais será o mesmo.

11. A comunidade perde, porque depende do Herói para se defender. Inclusive, nunca desenvolve as habilidades necessárias para seguir sem ele.

Passo a passo da Jornada Coletiva

1. O protagonista é parte de um coletivo, sem que seja necessário acontecer algo ruim com ele para que ele aja. Aliás, pode apenas estar insatisfeito com algo ou ter um objetivo maior.

2. Nesse sentido, a narrativa pode ser movida por uma causa, na qual mobiliza o protagonista a agir e trazer à tona o que defendemos.

3. A narrativa é construída em um impulso sem gênero. A agressão é substituída por negociação e o “mal” não está mais personificado em um único personagem. A Jornada Coletiva não é polarizada, mas inclusiva.

4. O desafio pode ser enorme e sistemático, sendo possível gerar mudanças porque a comunidade é o herói, e esse poder não está mais centralizado em um único personagem. É uma resposta à injustiça e a um sistema errôneo.

5. A narrativa pode ser não-linear, podendo começar como um filme, continuar como história em quadrinhos e terminar como livros. Há um novo processo para chegar à soluções.

6. Múltiplas perspectivas e pontos de vista mutáveis. Se os conflitos se baseavam em causa e efeito, agora é sobre diferentes pontos de vista. Ainda, os personagens são bons e maus.

7. Existe força na diversidade. Isso significa que há espaço para mulheres e negros, por exemplo.

8. O conhecimento não é exclusivo de um personagem, mas distribuído. Ou seja, os conhecimentos de cada envolvido fazem a diferença no final.

9. A narrativa pode ser altamente imersiva, significando menos texto, mais imagens e conteúdo multiplataforma.

10. A narrativa tem a tecnologia como aliada, enquanto os personagens a utilizam para resolver problemas.

11. Ainda que a abordagem seja em rede, não estamos mais na transmissão, mas no diálogo.

12. A narrativa é construída na abundância de conhecimento. Todos nós temos a informação, não estamos mais exaltando outro por deter todo o conhecimento.

13. O herói ganha por ter contribuído significativamente para resolver um problema coletivo.

14. A comunidade ganha por não depender de um único indivíduo que salva o dia.

Aperfeiçoe seus negócios com narrativas transmídia

Assim, histórias bem construídas e que carregam os valores das marcas agregam positivamente às empresas. Mas como você tem apresentado seus negócios para o público?

No PUCRS Online você pode aprender as principais estratégias para construção de narrativas transmídia, gerando ainda mais valor aos seus projetos e negócios.

Conheça a pós-graduação em Influência Digital: Conteúdo e Estratégia, na qual gigantes da Era Digital fazem parte. Aliás, matricule-se e aprenda com Jeff Gomez, referência mundial em Estrtégias Transmídia.

Essa pode ser sua última oportunidade de se tornar um especialista a partir da experiência de Jeff Gomez, além de Walter Longo, Rob Feng e Denise Fraga. Faça parte, seja PUCRS Online.

Comentários 0

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *